domingo, 26 de abril de 2015

Direita ressurge e conquista adesões

RIO - A direita reapareceu no país. Tendência observada nas eleições do ano passado, a defesa de ideais de direita e centro-direita ganhou força nas manifestações antigoverno promovidas desde março. No Congresso, temas como a redução da maioridade penal seguem em discussão. Para especialistas, reconhecer que concorda com parte dessas ideias ou admitir em público “ser de direita” já não assustam muito. Segundo eles, a esperança de mudança depositada nos governos petistas foi grande, mas terminou abalada com denúncias de corrupção, contribuindo para o fortalecimento dos movimentos direitistas.

Bandeiras como redução da maioridade penal, revisão da carga tributária e a adoção de leis mais rígidas para crimes hediondos — que possam instituir a pena de morte ou perpétua — ultrapassaram a fronteira ideológica da direita e hoje são defendidas por eleitores que consideravam-se de centro ou centro-esquerda. Surgiram ainda grupos minoritários que reivindicam o retorno da ditadura militar.

Além do crescimento dos movimentos de direita no exterior, especialistas apontam a atual fragilidade política do PT, denúncias de corrupção — do mensalão à Operação Lava-Jato — e a condução da economia como razões para a direita despontar. (O Globo)

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Há 16 anos, PT pedia impeachment e governo acusava "golpe"

Brizola e Lula (no centro): objetivo em comum, estratégias diferentes
RIO - Há 16 anos, em meio à crise econômica e de governabilidade do então presidente Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do PT, viveu o mesmo dilema que hoje paira sobre a cúpula tucana: iniciar ou não um processo de impeachment.

Era 1999, e Lula já havia começado o redesenho de sua imagem, afastando-se do radicalismo e flertando com o empresariado. Por conta disso, saiu da linha de frente dos quatro pedidos de impeachment apresentados pelo PT e se manteve distante da ofensiva aberta contra Fernando Henrique Cardoso.

Em 29 de abril de 1999, quatro meses depois da posse do tucano reeleito, o petista Milton Temer (RJ) apresentou o primeiro dos dois pedidos de afastamento de sua autoria. Um tinha como objeto o Proer, programa de socorro de bancos. O outro, a participação de FH no processo de privatização. No primeiro, rejeitado pelo então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), houve recurso ao plenário, mas ele também foi rejeitado. Alceu Colares, do PDT, apresentou seu pedido no dia 5 de maio, e o então líder do PT, José Genoíno, protocolou, pouco depois, outro pedido de impeachment em nome de PT, PCdoB, PDT e PSB.

O primeiro a pedir o afastamento de FH foi o então ex-prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro. Em janeiro daquele ano, ele defendeu que FH deveria reconhecer sua incapacidade de dirigir o país e encaminhar ao Congresso emenda constitucional convocando novas eleições.


Lula ficou na retaguarda, mas o PT fez barulho, e Tarso Genro comandou um movimento pró-renúncia. Milton Temer lembra que Lula era o presidente do PT e que, junto a seu braço direito no Diretório Nacional, José Dirceu, ficou contra os pedidos de impeachment. Havia no comando do partido o temor de que o impeachment colocasse no poder o vice, Marco Maciel (PFL). Lula argumentava que não adiantava tirar FH, e que era preciso eleger um grande número de prefeitos em 2000 e ganhar a presidência em 2002, estratégia semelhante à do PSDB de agora. (O Globo)

A Petrobras processará o PT e seus cúmplices?

A direção da Petrobras informou na semana passada que processará as empreiteiras que participaram do esquema de fraude na companhia.

Muito bem!

Mas a investida da estatal é manca, pois as empreiteiras agiram como agiram porque foram forçadas por alguns diretores, que tinham de atender a seus padrinhos políticos - PT, PMDB e PP, troika comandada pelo primeiro, que detém a presidência da República (pelo menos formalmente).


Esses partidos também têm de ser processados pela empresa. A Petrobras ousará tanto?

Petrobras: Lula e Dilma devem desculpas

Folha de S.Paulo

A publicação do balanço de 2014 da Petrobras é apenas o primeiro passo da longa caminhada de reconstrução da empresa depois do ciclo de desgraça a que foi submetida de 2004 a 2012: imprudência inaceitável, incompetência descomunal e corrupção voraz.

O prejuízo do período monta a R$ 50,8 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões ligam-se diretamente aos desvios sistemáticos praticados nas principais diretorias da estatal –o cálculo baseou-se em depoimentos da Operação Lava Jato que apontaram propina de 3% nos contratos.

Os R$ 44,6 bilhões restantes decorrem de erros grosseiros no planejamento e na execução de projetos e, em menor medida, de pioras nas condições de mercado –a queda do preço do petróleo, por exemplo, reduz o valor de investimentos realizados em exploração.

O estouro nos custos não se relaciona apenas com a má gestão da última década, porém. Por certo o clima de euforia irresponsável e o uso político da estatal nos mandatos petistas contaminaram o corpo dirigente. Perdeu-se a noção de diligência no trato do dinheiro alheio.

(...) Nada aconteceu por acaso. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff –que dirigiu o Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010– têm o dever de explicar ao país como se consumou tamanho desastre em suas gestões.


Meteorologia informa: Paraná vai pegar fogo esta semana

Mil policiais protegendo a Assembleia Legislativa para evitar a repetição da ocupação e bloqueio do prédio ocorridas em 12 de fevereiro.

A Assembleia de posse de liminar, concedida pelo TJ, multando a entidade(s) que se aventurar(em) a repetir o feito.

O Palácio Iguaçu recorrendo ao TJ para obter a declaração de ilegalidade da greve dos professores do ensino médio, deflagrada sábado, sob a alegação de estar cumprindo o acordo firmado também em fevereiro. Dias parados poderão ser descontados.

Professores protestam contra a mudança no Paranaprevidência e querem 17% de reajuste salarial.

Universidades estaduais “paralisadas” por um semana, também em protesto contra o Paranaprevidência.

O projeto, que será votado esta semana, difere na essência na forma e no conteúdo do apresentado em fevereiro – nada de tratoraço e não mais sua fusão com um fundo genérico, que poderia abocanhar seus recursos sem escrúpulo. O governo pretende recorrer ao Paranaprevidência para pagar aposentados e pensionistas, o que, aliás, é a sua razão de ser (isso entra hoje na conta de custeio do Estado).

O Paranaprevidência está sob ameaça? A longo prazo – e esse longo prazo é estimado em três décadas – poderá estar zerado se não for encontrada uma maneira de ser compensado pelos saques. A curto e médio prazos os descontos em folha do funcionalismo o proverão satisfatoriamente.

O governo do Estado tem, desta vez, a iniciativa do jogo, que o professorado e outras categorias que poderão se juntar a ele tentarão reverter.


Esta semana, prevê a meteorologia, o Paraná pegará fogo.


A Velha Surda e a surdez e cegueira da Assembleia

A fotomontagem (*) relaciona o deputado estadual Nelson Justus à Velha Surda, que marcou época no programa A Praça é Nossa, interpretada inicialmente por Rony Rios e em seguida por Ronaldo Ciambroni.

No humorístico, a velhinha faz a maior confusão com o que ouve; na Assembleia, os membros da Comissão de Ética absolveram Justus (quem, Brutus?), apesar da gravidade da acusação (quantidade de jacu em ação?) feita pelo Ministério Público, e recusando-se a ouvir o clamor da sociedade civil.

- Cidade imbecil?

- Não: sociedade civil!


(*) Extraída do blog de Leandro Bogarim.

Um conselho que não sabe o que faz

Gazeta do Povo

O corporativismo venceu mais uma vez na Assembleia Legislativa. Por unanimidade, o Conselho de Ética da Alep arquivou, na quinta-feira, o processo disciplinar contra o deputado Nelson Justus (DEM-foto) pelas irregularidades que ele teria cometido no comando do Legislativo estadual entre 2007 e 2010. Os deputados Ricardo Arruda (PSC), Hussein Bakri (PSC), Tião Medeiros (PTB) e Anibelli Neto (PMDB) tiraram da cartola toda sorte de argumentos para inviabilizar qualquer punição a Justus não porque o considerem inocente daquilo de que vem sendo acusado, mas porque filigranas do Regimento Interno da Assembleia, dizem, tornariam impossível que o processo seguisse em frente – alegação que não se sustenta.

É sempre bom recordar o que diz a denúncia do Ministério Público, a respeito de irregularidades também escancaradas pela série Diários Secretos: Justus teria contratado dezenas de funcionários fantasmas para que o salário pago a esses servidores fosse embolsado pelos participantes do esquema. O desvio, segundo as reportagens, chegaria a R$ 200 milhões. Além disso, o então presidente da Assembleia Legislativa ainda teria contratado servidores lotados no gabinete da Presidência da Casa, mas que atuavam como agentes políticos do deputado no interior


Paranaenses pressionam por aprovação de Fachin no Senado

Temerosos de uma possível resistência do Senado ao advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff ao STF (Supremo Tribunal Federal), juristas e políticos do Paraná formaram um movimento de apoio à sua indicação.

O principal objetivo é convencer os congressistas, especialmente da oposição, a apoiarem seu nome. A nomeação de Fachin depende da aprovação do Senado.

(...) Um dos que integra a força-tarefa é o governador do Paraná, o tucano Beto Richa.

"Eu o defendo abertamente. Fachin é unanimidade no Paraná", afirmou à Folha.

Ele já conversou com pelo menos cinco senadores do PSDB, inclusive Aécio Neves (MG). Enviou uma carta a todos os parlamentares em defesa do advogado, e ligou para governadores, fomentando uma mobilização pró-Fachin.

O grupo tem feito uma especial movimentação na bancada ruralista, que desconfia do posicionamento de Fachin quanto à reforma agrária.

"Tinha um diz-que-disse, esse tipo de fofoquinha, mas é algo lastimável", diz o secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara –outro que está na força-tarefa. "Se não fosse alguém com boa qualificação, ele não teria nem sido indicado."

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Renan, Cunha & os chargistas





sábado, 25 de abril de 2015

PM protege Assembleia do PR para evitar nova ocupação

Policiais reunidos na praça do Centro Cívico
A Polícia Militar do Paraná começou a cercar a Assembleia Legislativa com um cordão de isolamento no início da tarde deste sábado (25). O objetivo é garantir a votação de dois projetos do programa de ajuste fiscal no Legislativo nesta semana. O tamanho da área isolada e a distribuição dos policiais ainda estavam sendo definidos entre os comandantes da operação, mas pode chegar a quatro quadras ao redor do prédio da Assembleia e do Palácio Iguaçu.


A intenção do Executivo, que alega cumprir uma decisão judicial, é isolar o Centro Cívico até quinta-feira (30), quando as propostas já tiverem sido aprovadas. Sem contar com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Secretaria da Segurança Pública (Sesp) vai empregar quase 900 policiais por dia, conforme a escala de trabalho à qual a reportagem teve acesso. O efetivo é praticamente o dobro do aplicado em Curitiba diariamente.

(...) Na primeira tentativa de votação do “pacotaço“, em fevereiro, o plenário da Assembleia foi tomado por servidores, que permaneceram lá por três dias. Sem ter como voltar ao plenário, os deputados tentaram fazer a votação no restaurante da Casa. Mas, novamente, os manifestantes tomaram a Assembleia – com receio de um confronto mais grave, a sessão foi suspensa e o governo retirou as propostas. O Legislativo, porém, já tem em mãos uma liminar judicial para evitar que a ocupação ocorra novamente, com multa diária estipulada em R$ 100 mil aos sindicatos em caso de descumprimento. (Gazeta do Povo)

Para Gaeco, esquema de fraude na Receita do PR existe há 20 anos


Facha da Receita Estadual de Londrina
Após dez meses de investigação do esquema de cobrança de propina operado por auditores fiscais na Receita Estadual de Londrina, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) confirma o que muitos já suspeitavam ou o que alguns sabiam por experiência própria: a organização criminosa entranhada no órgão estadual de fiscalização de recolhimento de impostos age há muitos anos achacando empresários para obter vantagens indevidas.

"Nós temos declaração no sentido de que em 1995 já se estabelecia um modo de operação muito semelhante ao que se apresenta hoje", afirmou o promotor Renato de Lima Castro. Trata-se, segundo denúncia formulada pelo Ministério Público que acusa 62 pessoas (incluindo 15 auditores) de formação criminosa, corrupção e outros crimes, do "grupo criminoso mais antigo da região de Londrina".


(...)Mesmo com 62 pessoas denunciadas, os promotores suspeitam que o esquema seja muito maior – poderia envolver mais 43 fiscais além de uma centena de empresas. Ontem mesmo, Castro tomou o depoimento de um empresário que pretendia colaborar com as investigações. Além disso, a intenção é averiguar denúncias em outras cidades que são abarcadas pela Delegacia da Receita de Londrina, como Arapongas, onde há suspeita de achaque aos empresários do polo moveleiro. (Folha de Londrina)



O PT abdica de sua identidade

O Estado de S.Paulo

A reação petista à acusação do Tribunal de Contas da União (TCU) de que a equipe econômica do governo de Dilma Rousseff incorreu em crime de responsabilidade fiscal ao atrasar repasses aos bancos públicos - a prática da pedalada fiscal - mostra mais uma vez que o Partido dos Trabalhadores (PT) abdicou de sua identidade. Impressiona ver como os anos à frente do governo federal levaram o PT a negar o que dizia ser sua própria razão de existir.

O PT nasceu com a pretensão de ser um partido diferente, que viria a mudar a política nacional. Iria acabar com o fisiologismo e o coronelismo presentes na vida pública brasileira, implantando uma nova ética política. Seria um partido cujas forças e decisões não teriam origem na cúpula, mas nasceriam das bases. O selo de garantia dessa nova fisionomia política era a sua engajada militância, apresentada a torto e a direito como a prova definitiva do caráter diferenciado do PT - ele não era como os outros partidos brasileiros. Na retórica petista, ser diferente dos outros era o sentido de sua própria existência. Tal diferenciação definia e fundamentava a missão do partido no cenário nacional - promover as mudanças políticas e sociais tão desejadas por todos. Ser diferente a tudo o que sempre houve qualificaria o PT para essa tarefa. Essa era a magia, que a muitos encantou.

No entanto, os anos do PT à frente do governo federal inverteram os termos da equação. Antes, o partido batalhava para ser visto como diferente dos outros. Agora, emprega todas as suas forças para ser visto como um partido exatamente igual aos outros. Quando confrontado com os escândalos que o maculam, sua defesa consiste em dizer que as acusações que recaem sobre o partido não são tão graves - na ótica petista, não seriam nada - pois outros teriam feito o mesmo.


(...) Ser diferente era a sua glória e a sua missão. Agora, ser igual parece ser a sua tábua de salvação.

"Brasil Livre" inicia caminhada pelo impeachment

SÃO PAULO - Com tênis confortáveis nos pés e bandeiras e cartazes nas mãos, pouco mais de 20 integrantes do Movimento Brasil Livre, um dos grupos que lideraram os protestos anti-Dilma de março e abril, iniciaram nesta sexta-feira, 24, uma caminhada de mais de mil quilômetros entre São Paulo e Brasília. Apesar da baixa adesão na saída, eles pretendem juntar gente suficiente no caminho para, 33 dias depois, dar força ao pedido que pretendem protocolar quando chegarem à capital federal: o impeachment da presidente da República. A estrutura da marcha é composta de um ônibus para transportar objetos pessoais, água e comida. (Estadão)





Balanço, mas não caio

O panorama em torno do fosso moral e financeiro da Petrobras não é alentador

Ruth de Aquino – Época
 

O balanço da Petrobras, a “joia” das estatais brasileiras, é uma confissão pública da abissal incompetência da presidente Dilma Rousseff. Bastaram dois anos, 2013 e 2014, para que 23 anos de lucros e distribuição de dividendos da Petrobras fossem abortados pela mãe do PAE (Programa de Aceleração do Endividamento). O lucro de R$ 23,6 bilhões virou prejuízo de R$ 21,6 bilhões. Os desvios das propinas foram de R$ 6,2 bilhões. A desvalorização de ativos da Petrobras chegou a R$ 44,6 bilhões. Perdão pelo enfileiramento de bilhões que nenhum de nós consegue sequer visualizar. Mas a divulgação do balanço foi tão elogiada como início de um novo ciclo de transparência e profissionalização da Petrobras que os números precisam ser trombeteados.

(...) O balanço da Petrobras revela o imenso desastre de uma presidente perdida em seu primeiro mandato e, mais ainda, no segundo. Percebam que não dá para aceitar sem ressalvas o balanço divulgado. Quem diz que a propina foi de “apenas” R$ 6,2 bilhões? Ah, os delatores, que confessaram uma percentagem tal sobre os contratos. Quem diz que o prejuízo foi de “apenas” R$ 21,6 bilhões em 2014? Ah sim, o balanço foi auditado.

O balanço não foi aprovado por unanimidade. Dois dos cinco conselheiros fiscais não assinaram o documento. Eles representam acionistas minoritários e trabalhadores. Só para refrescar a memória, a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, caiu porque havia calculado a perda total da Petrobras em R$ 88,6 bilhões, o dobro do que foi admitido agora, de R$ 44,6 bilhões. Graça – ou “Graciosa”, o apelido dado pela chefe – era, segundo o staff do Palácio da Alvorada, a única assessora que podia dormir na residência oficial de Dilma quando ia a Brasília. Caiu em desgraça por querer divulgar números mais catastróficos que os revelados agora. Por que, então, eu ou você devemos crer no balanço?

Devemos crer porque queremos que o Brasil passe a dar certo. O brasileiro não quer perder o otimismo, quer ver uma luz no fim do túnel. Mesmo que a reconstrução leve anos. Essa é uma boa razão. Mas não é alentador o panorama em torno do fosso moral e financeiro da Petrobras. O novo presidente, Aldemir Bendine, pede desculpas e se diz envergonhado pelo que encontrou na estatal. Desmandos, corrupção, roubalheira, péssimas decisões de investimento, interferência política. Só que Bendine acabou de entrar. Ele não tem nada a ver com isso. E Dilma? E Lula? Nada, nada mesmo?


Precisamos crer na boa intenção de Dilma. Ela não quer ficar na História como a pior presidente do Brasil. Suas ações são, no entanto, claudicantes. Típicas de alguém que não sabe mais o que fazer. Dilma insiste em manter 38 ministérios. Isso não tem desculpa, não tem perdão. Ela está paralisada. Com receio de retaliação do Congresso, Dilma triplicou o Fundo Partidário para R$ 868 milhões neste ano, a pedido do senador Romero Jucá, do PMDB. As raposas esfomeadas do Congresso querem compensar a perda de doações empresariais. O presidente do Senado, Renan Calheiros, tirou proveito para alfinetar sua ex-amiga Dilma. Criticou-a por esbanjar em momento de ajuste. Ela tentou se defender. Disse ter cedido a um apelo do Legislativo. Tá ruço, Dilma. Não é mais “ou dá ou desce”. É “dá e desce”. Por tudo isso, pela carestia da vida e pelas mentiras desmascaradas, as panelas fazem estardalhaço nas janelas. Não é só pela Petrobras.

Dois anos atrás: a agressão das "bel putane" ao arcebispo casto

O Facebook fez a gentileza de lembrar essa postagem de dois anos atrás, que reproduzo por sua atualidade e simbolismo:


É taxado de homofóbico quem demonstra hostilidade aos homossexuais.

Como avaliar o procedimento de quem, apresentando-se como defensor dos direitos dos homossexuais - ou de qualquer outro grupo ou causa -, agride a crença religiosa de quem acusam de homofóbico?

Foi o que aconteceu ontem, em Bruxelas.

Ativistas da “Femem” – que minha saudosa avó Malvina chamaria de “bel putane”! – invadiram o local onde o arcebispo de Mechelen-Bruxelas, Andre-Joseph Leonard,  dava uma palestra, e, em trajes típicos – peitos de fora, balançando ao impulso dos gritos – passaram a hostilizá-lo.

O cartaz que uma delas segura diz o motivo da hostilidade.

O arcebispo fez voto de castidade.

Se ele o descumpre na intimidade, a Deus terá de responder.

Os favores do empreiteiro amigão de Lula

Preso há seis meses, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, uma das empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras, admite pela primeira vez a intenção de fazer acordo de delação premiada. Seu relato mostra quanto era íntimo de Lula

O engenheiro Léo Pinheiro cumpre uma rotina de preso da Operação Lava-Jato que, por suas condições de saúde, é mais dura do que a dos demais empreiteiros em situação semelhante. Preso há seis meses por envolvimento no esquema do petrolão, o e­­x-presidente da OAS, uma das maiores construtoras do país, obedece às severas regras impostas aos detentos do Complexo Médico-Penal na região metropolitana de Curitiba. Usa o uniforme de preso, duas peças de algodão a­­zul-claras. Tem direito a uma hora de banho de sol por dia, come "quentinhas" na própria cela e usa o banheiro coletivo. Na cela, divide com outros presos o "boi", vaso sanitário rente ao piso e sem divisórias. Dez quilos mais magro, Pinheiro tem passado os últimos dias escrevendo. Um de seus hábitos conhecidos é redigir pequenas resenhas e anexá-las a cada livro lido. As anotações feitas na cela são muito mais realistas e impactantes do que as literárias. Léo Pinheiro passa os dias montando a estrutura do que pode vir a ser seu depoimento de delação premiada à Justiça. Pinheiro foi durante toda a década que passou o responsável pelas relações institucionais da OAS com as principais autoridades de Brasília. Um dos capítulos mais interessantes de seu relato trata justamente de uma relação muito especial - a amizade que o unia ao e­­x-presidente Lula.

De todos os empresários presos na Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro é o único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder. Culto, carismático e apreciador de boas bebidas, ele integrava um restrito grupo de pessoas que tinham acesso irrestrito ao Palácio do Planalto e ao Palácio da Alvorada. Era levado ao "chefe", como ele se referia a Lula, sempre que desejava. Não passava mais do que duas semanas sem manter contato com o presidente. Eles falavam sobre economia, futebol, pescaria e os rumos do país. Com o tempo, essa relação evoluiu para o patamar da extrema confiança - a ponto de Lula, ainda exercendo a Presidência e depois de deixá-la, recorrer ao amigo para se aconselhar sobre a melhor maneira de enfrentar determinados problemas pessoais. Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula.


Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado com piscina, churrasqueira, campo de futebol e um lago artificial para pescaria, o esporte preferido do ex-presidente. Desde que deixou o cargo, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos. Em 2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora uma reforma no sítio. Segundo conta um interlocutor que visitou Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias do cárcere que Pinheiro escreve.

Na semana passada, a reportagem de VEJA foi a Atibaia, região de belas montanhas entrecortadas por riachos e vegetação prístina. Fica ali o Sítio Santa Bárbara, cuja reforma chamou a atenção dos moradores. Era começo de 2011 e a intensa atividade nos 150 000 metros quadrados do sítio mudou a rotina da vizinhança. Originalmente, no Sítio Santa Bárbara havia duas casas, piscina e um pequeno lago. Quando a reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira. As estradas lamacentas do sítio receberam calçamento de pedra e grama. Um campo de futebol surgiu entre as árvores. O antigo lago deu lugar a dois tanques de peixes contidos por pedras nativas da região e interligados por uma cascata. Ali boiam pedalinhos em formato de cisne. A área passou a ser protegida por grandes cercas vigiadas por câmeras de segurança, canil e guardas armados.


Léo Pinheiro
O que mais chamou atenção, além da rapidez dos trabalhos, é que tudo foi feito fora dos padrões convencionais. A reforma durou pouco mais de três meses. Alguns funcionários da obra chegavam de ônibus, ficavam em alojamentos separados e eram proibidos de falar com os operários contratados informalmente na região e orientados a não fazer perguntas. Os operários se revezavam em turnos de dia e de noite, incluindo os fins de semana. Eram pagos em dinheiro. "Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo", diz Cláudio Santos. "Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais o metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Era 20 000 por vez. Traziam o envelopão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora", conta o caminhoneiro Dário de Jesus. Quem fazia os pagamentos? "Só sei que era um engenheiro que esteve na obra do Itaquerão. Vi a foto dele no jornal", recorda-se Dário.

(Continuação? Só para assinantes, edição digital ou bancas...)




sexta-feira, 24 de abril de 2015

Beto admite dívida de R$ 63 milhões aos servidores


O governo do Paraná anunciou nesta sexta-feira (24) que deve R$ 63,5 milhões aos seus servidores públicos. Via perfil do Facebook, o governador Beto Richa (PSDB) disse que determinou o pagamento imediato da dívida. O dinheiro, no entanto, vai ser depositado nas contas dos funcionários do estado em duas etapas. Na semana que vem, no dia 30, o Paraná vai saldar R$ 48,5 milhões em benefícios atrasados desde janeiro deste ano a todos os funcionários. Nos meses de maio e junho o governo vai pagar outros R$ 15 milhões que são especificamente para quitar pendências com progressões e promoções aos professores.

Em nota publicada na Agência Estadual de Notícias, o governo diz que com esse pagamento “resolverá todas as pendências financeiras que tem com o funcionalismo público.” O documento diz que o pagamento coloca “o caixa em ordem” e coloca a culpa nos problemas financeiros do estado na “crise econômica nacional.” Foi por esse motivo, segundo a nota, que o estado aumentou os impostos. “Agora, com o caixa em ordem, estamos conseguindo dar este importante passo e cumprir com nosso compromisso com os servidores”, disse Richa em seu Facebook. (Gazeta do Povo)



O Brasil está vencendo o PT. Felizmente



Um fotógrafo foi agredido em Belo Horizonte, na manifestação de 12 de abril, porque se parecia com Lula. Dois dias depois, no centro de São Paulo, um grupo de petistas foi xingado de corruptos por pedestres. No dia seguinte, em Porto Alegre, durante protesto contra a terceirização que seria votada na Câmara, um homem empunhou uma faca para um grupo de petistas – foi contido pela polícia e agredido pelos manifestantes.

Fato semelhante, guardadas as devidas proporções, ocorreu somente nos protestos de 2013, quando, na tentativa de se apropriar do descontentamento popular, o PT foi enxotado das ruas. Em São Paulo, um militante foi agredido e várias bandeiras do partido foram queimadas.

Nas manifestações de março e abril deste ano, que reuniram milhões em todo o país, o “fora PT” foi recorrente em faixas e cartazes. Um dos grupos que promoveu essas manifestações está programando outra para, explicitamente, pedir o fim do partido.

Nunca antes na história deste país um partido prometeu tanto, gerou tantas expectativas, amealhou tanto poder – permanecendo no comando da Nação pelo quarto mandato consecutivo – e, nesse período, se ufanou tanto de suas pretensas (muitas) e verdadeiras (poucas) conquistas, difamou tanto e ameaçou tanto quanto o PT. E, como jamais visto, jamais registrado, promoveu um bilionário e generalizado butim do erário público.

O PT está colhendo a ira que plantou, os desmandos e a corrupção que promoveu, transformando-se no partido mais rejeitado de toda a história republicana.

Dilma foi reeleita, ao custo da mentira e do descalabro administrativo – foi preciso abrir o Tesouro para simular uma prosperidade inexistente -, e, como ela, o partido está arcando com as consequências da farsa. Dilma, com 10% de aprovação, em média, preside mas não governa (é o “fantasma do Planalto”, como a definiu The Economist em sua última edição), e o PT perdeu sua hegemonia para o PMDB – que, por sua vez, tomou posse sorrateira da Presidência da República e do Legislativo.

O presente petista, fragilizado pelo clamor crescente pelo impeachment de Dilma e cada vez mais conspurcado pelas revelações da Operação Lava Jato, não encontra alívio no futuro: Lula, a única esperança de o PT se manter no poder após 2019 – se Dilma chegar lá! -, está com sua imagem profundamente corroída. Pela primeira vez desde que o PT assumiu o poder, as pesquisas de opinião indicam que Lula perderia uma eleição.
 
Os petistas sentem a rejeição, a ponto de articular a criação de uma frente de partidos, que se apresentaria nas eleições, já a partir do ano que vem, com uma denominação genérica. O PT está envergonhado de se chamar PT!

Os petistas sentem a rejeição, mas, imbuídos da prepotência que demonstraram nos 12 anos e quase quatro meses de poder, não enxergam onde erraram. As teses para o seu próximo congresso, em junho, apresentam uma visão distorcida da realidade, atribuindo a rejeição a uma conspiração da direita mancomunada com a imprensa “golpista” (aquela que não é paga pelo partido, e esta é a maioria, felizmente). E propondo, como reação, uma guinada radical à esquerda, maior aparelhamento do Estado (se é que isso é possível) por meio de “conselhos populares” e o controle da imprensa.

O PT se declara “em guerra”, como afirma a tese de uma de suas correntes. De fato! A esta guerra o partido deu início em 1º de janeiro de 2003, quando tomou posse da presidência julgando-se no direito de se apossar da Nação.


E a Nação, para o bem desta e das próximas gerações, o está vencendo. 

Por uma CPI dos blogueiros já!

Reinaldo Azevedo

Quero aqui hoje dar início a uma campanha nacional. E espero contar com a adesão de todos os blogueiros de esquerda — ou que, vá lá, se tornaram de esquerda depois que o PT chegou ao poder, já que alguns deles, no passado, têm relevantes serviços prestados à extrema direita. Vamos ver.

Leio na Folha que “O diretório estadual do PT, em São Paulo, vai entrar com representação no Ministério Público pedindo investigação sobre os pagamentos mensais efetuados há dois anos pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), por prestação de serviços de comunicação, à empresa de um blogueiro antipetista”. O jornal vai adiante: “Reportagem da Folha publicada no último sábado mostra que a Appendix Consultoria, contratada como prestadora de serviços de comunicação para a Secretaria de Estado da Cultura, criada pelo advogado e blogueiro Fernando Gouveia há dois anos, recebe dos cofres estaduais R$ 70 mil por mês para atualizar o portal e os perfis da secretaria nas redes sociais. Gouveia, que usa o pseudônimo Gravataí Merengue na internet, se apresenta como “CEO”, ou executivo principal, do site Implicante”.

Muito bem! Chegou na hora de a gente botar os pingos nos is dessa história. Blogueiros de todas as tendências, unamo-nos em favor da transparência!

Alô, senhores deputados!
Alô, senhores senadores!
Alô, ministro Edinho Silva!
Alô, presidente Dilma Rousseff!
Alô, prefeitos, governadores!

Chegou a hora de fazer uma CPI do Financiamento dos Blogs! Vamos ver quem paga quem! Vamos ver de onde vem a renda dos blogueiros “progressistas”, “reacionários”; “petistas”, “antipetistas”… FAÇAMOS ISSO EM ESCALA FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL.

QUEM TOPA A MINHA PROPOSTA?

Eu quero saber quanto a Petrobras deu a blogueiros nos últimos 12 anos.
Eu quero saber quanto o Banco do Brasil deu a blogueiros nos últimos 12 anos.
Eu quero saber quanto a Caixa Econômica Federal deu a blogueiros nos últimos 12 anos.

EU QUERO SABER QUANTO O BNDES ANDOU EMPRESTANDO A UM BLOGUEIRO, EM DINHEIRO VIVO, NOS ÚLTIMOS 12 ANOS.


Alô, blogueiros limpos e sujos! Vocês topam entrar em defesa de uma CPI dos Blogs? Vamos tentar entender como funciona essa máquina?