sábado, 6 de fevereiro de 2016

Somos todos corruptos?

O Estado de S.Paulo

Somos corruptos. Mas quem não é? Este é o argumento central da estratégia que o governo Dilma e o PT articulam na tentativa de proteger Luiz Inácio Lula da Silva das investigações policiais nas quais está cada vez mais enredado. A artimanha consiste em criar, no Congresso Nacional, Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) destinadas a investigar governos tucanos em São Paulo e Minas Gerais, com o objetivo de desviar as atenções para fatos envolvendo a oposição e, também, para anestesiar o sentimento de indignação da população com a corrupção sistêmica implantada pelo lulopetismo. A iniciativa petista tem sua lógica. Lula & Cia. sempre foram muito melhores no ataque do que na defesa. Mas o melhor resultado que os petistas lograrão obter será mostrar ao País o que todo mundo está cansado – e revoltado – de saber: a corrupção é generalizada e dela nem todos escapam. Ela é produto de um sistema político patrimonialista que o PT combateu até chegar ao Planalto e a partir daí passou a estimular em benefício de seu projeto de perpetuação no poder, institucionalizando a sem-vergonhice a pretexto de garantir a “governabilidade”.


Sítio que "não é de Lula" põe Casa da Dinda no chinelo

Casa da Dinda e sítio de Atibaia (abaixo)




A reforma que Fernando Collor fez em sua mansão em Brasília – a Casa da Dinda – foi decisiva para o processo que culminou em sua renúncia. A exuberância do local, reformado graças à “sobra da campanha” que o elegeu, fomentou o clima de revolta da opinião pública contra ele. A área em que a mansão está instalada está à beira do Lago Paranoá e tem 13 mil metros quadrados. Foi construída pelo pai do ex-presidente, Arnon

O sítio em Atibaia, que “não pertence a Lula” e apenas é usado por ele e sua família – que estiveram no local 111 vezes desde que deixou a presidência – põe a Casa da Dinda no chinelo - pela extensão da área, instalações e mobiliário. O local, com 173 mil metros de área em região de preservação, foi reformado e mobiliado por duas empreiteiras envolvidas no PeTrolão e teve ajuda também do onipresente José Carlos Bumlai, o homem que tinha livre acesso ao gabinete presidencial. A reforma está sendo investigada pela Operação Lava Jato.

O sítio foi comprado por R$ 1,5 milhão dois dias antes da eleição de Dilma, em 2010 (seria também “sobra de campanha”, financiada nos caixas 1 e 2 pelas empreiteiras que reformaram e mobiliaram o sítio?) e colocado em nome de dois rapazes que, coincidentemente, são sócios de Fábio Luís, primogênito de Lula. A escrituração foi feita – outra coincidência – no escritório do advogado e compadre de Lula Roberto Teixeira.

Informa a Folha de S. Paulo:


Um lago com pedalinho de cisne e uma miniatura do Cristo Redentor decoram o sítio frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia, interior de São Paulo.

Com 173 mil metros quadrados – equivalente a 24 campos de futebol –, a propriedade rural tem uma casa principal em frente à piscina e outras duas edificações, uma localizada logo atrás da sede e outra ao lado do lago. Há ainda uma área coberta em volta da piscina.
Segundo relatos feitos ao Ministério Público de São Paulo, a Usina São Fernando, empresa do pecuarista e amigo do ex-presidente José Carlos Bumlai, bancou a mão de obra para a construção da estrutura da casa anexa, com quatro suítes, a um custo de cerca de R$ 40 mil.

Também cedeu o arquiteto, Igenes Neto.

É em frente à piscina, na entrada do sítio, que está erguida a imagem de Cristo, enfeitando um pequeno jardim com luzes para iluminação noturna.

LAGO

O lago, dividido por uma ponte, tem dois pedalinhos em forma de cisne branco. A pesca é outra atividade de lazer praticada no lago.

A contenção do lago coube à OAS, que, junto com Odebrecht e Bumlai, realizou parte das obras no sítio, segundo relato de profissionais próximos da empresa, ouvidos pela Folha.

A empreiteira ainda cuidou do escoramento do telhado da sede, que ameaçava ruir.

Na área do lago, há também uma horta de verduras com 11 canteiros. O local é coberto por rede e iluminado por dois postes de luz.

Em vista aérea, é possível ver que o sítio é cercado por uma densa vegetação.

OAS pagou móveis e eletrodomésticos em dinheiro


Mostruário da loja em que os móveis foram comprados
Um funcionário da empresa Kitchens afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que a empreiteira OAS pagou em dinheiro vivo os móveis e eletrodomésticos da cozinha e da área de serviço do sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família. A testemunha relatou ter recebido a primeira parcela, de R$ 50 mil, em espécie e ainda confirmou que a compra foi negociada pelo ex-executivo da OAS Paulo Gordilho.

“Em relação aos móveis da cozinha e área de serviço do sítio, além do pagamento do sinal em pecúnia (de R$ 50 mil), que presenciou, obteve, ao levantar informações documentais para entrega ao MPF (Ministério Público Federal), que as demais parcelas também foram quitadas mediante pagamento em espécie, na loja”, relata a investigação. O nome do funcionário, com cargo de gerente, vem sendo mantido em sigilo. O total comprado para o sítio foi de R$ 180 mil. Só com eletrodomésticos e mobiliários da cozinha, foram R$ 130 mil. (Estadão)

Sítio será fiscalizado por ampliação de lago

SÃO PAULO — O sítio usado 111 vezes pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia, interior de São Paulo, será fiscalizado pelo governo paulista por suspeita de irregularidades ambientais na reforma da propriedade, que começou no final de 2010. Imagens de satélite indicam que as obras de ampliação do imóvel chegaram ao lago do sítio, um dos locais preferidos do ex-presidente, que tem a pescaria como principal hobby.

Pelas imagens é possível identificar que o reservatório foi esvaziado em junho de 2012 e, em dois meses, uma estrutura em uma das bordas do lago, que parece ser um píer, foi construída. Há suspeitas de que o lago tenha sido aumentado.

Um documento apreendido pela Lava-Jato mostra que o sítio Santa Bárbara tem uma parte dos seus 173 mil metros quadrados em Área de Preservação Permanente (APP). Nesses casos, a legislação determina que intervenções em locais com nascentes e cursos d'água, mesmo dentro de propriedades privadas, só podem ser feitas mediante autorização dos órgãos ambientais competentes porque é preciso preservar a vegetação no entorno de recursos hídricos. Em São Paulo, os órgãos são a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo. (O Globo)

Lava Jato investiga papel de compadre de Lula na compra de sítio

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga as relações do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a compra e a reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). O negócio foi formalizado no fim de 2010, no escritório de Teixeira, na capital paulista, conforme revelou na sexta-feira, 5, o Estado com base nas escrituras de compra e venda da propriedade.

O sítio de Atibaia está em nome de Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar, fundador do PT e amigo de Lula que deixou o partido sob suspeita de irregularidades, e do empresário Jonas Suassuna – sócio de um dos filhos do ex-presidente.

A família de Lula usa frequentemente o sítio, que foi totalmente reformado em 2011, após sua compra. As suspeitas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal são de que duas empreiteiras acusadas de cartel na Petrobrás – OAS e Odebrecht – tenham executado os serviços, de maneira irregular. Bittar e Suassuna podem ter servido para ocultar os verdadeiros donos do sítio, que tem 173 mil metros², lago, piscina e uma ampla residência, suspeita a investigação.

A PF solicitou ao Cartório de Registros de Imóveis de Atibaia cópia da matrícula e do contrato de compra e venda do sítio. Segundo o registro, foram pagos por Bittar e Suassuna R$ 1,5 milhão pela propriedade. (Estadão)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016


Executivo que conhece segredos de Lulinha fará delação premiada

Otávio Azevedo (foto) era diretor da Telemar, convertida em OI graças á alteração da Lei Geral das Telecomunicações, que permitiu sua fusão, feita pelo então presidente Lula depois que seu primogênito Fábio Luís recebeu R$ 5 milhões da empresa. Réu da Lava Jato, na condição de presidente da Andrade Gutierrez, Azevedo formalizou acordo de delação premiada e deixou hoje o Complexo Médico Penal de Pinhais. Foi para o lar, doce lar, usando uma tornozeleira. No lar, cada vez mais amargo lar dos Lula da Silva, a notícia não deve ter sido bem recebida...

Informa o Estadão:

O juiz federal Sérgio Moro autorizou nesta sexta-feira, 5, prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, para o empresário Otávio Marques de Azevedo, da empreiteira Andrade Gutierrez. A mesma medida foi concedida ao executivo da empreiteira Elton Negrão.

Otávio Azevedo e Elton Negrão fecharam acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O acordo ainda não foi homologado.

Azevedo e Negrão foram presos no dia 19 de junho de 2015 na Operação Erga Omnes, braço da Lava Jato que pegou os maiores empreiteiros do País – no mesmo dia foi preso Marcelo Bahia Odebrecht.

Dilma “pedalou” com recursos do BC para... pagar “pedaladas”!

Desde a virada do ano, economistas que acompanham as contas públicas dedicam artigos a um tema árido: descrever como o Banco Central estaria emprestando dinheiro para o Tesouro Nacional, o que é proibido por lei no Brasil, tanto pela Lei de Responsabilidade Fiscal quanto pela Constituição. Em dezembro, o tal repasse teria sido decisivo para quitar “pedaladas”, jargão usado para débitos protelados pelo Tesouro junto a bancos públicos e autarquias. O governo negou a estratégia, mas levantamento de um grupo de economistas ligados ao Senado, obtido pelo ‘Estado’, sustenta que a operação ocorreu.

Para eles, o remanejamento de R$ 50 bilhões do Banco Central foi indispensável para o governo fechar a conta e pagar as pedaladas.

A sutileza da operação está no fato de o pagamento não ter sido feito diretamente, mas numa triangulação. (Estadão)

Prejuízo do PeTrolão é 16 vezes maior que o desastre de Mariana

O mar de lama despejado pela Samarco sobre Mariana e que atingiu o Atlântico causou prejuízo de R$ 1,2 bilhão.

Foi o mais desastre natural provocado por (falta de) ação humana de nossa história.

O rombo que o PT, PMDB e PP causaram à Petrobras por meio das empreiteiras muy amigas é estimado – por enquanto – em R$ 19 bilhões.

Ou seja, 16 vezes mais que o causado pela Samarco.

O mar de lama despejado pelo PT e seus sócios é, assim, o maior desastre moral de nossa história!


Bancoop: o laboratório em que o PT fecundou o mensalão e o PeTrolão

Passados quase dez anos desde que a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) quebrou, e seis desde que a OAS começou a assumir alguns de seus empreendimentos, compradores de 376 imóveis até hoje não ouviram o tilintar das chaves do apartamento. Quando a cooperativa quebrou, em 2006, deixou quinze obras inacabadas. Oito foram repassadas para a OAS. Outras duas foram transferidas para construtoras menores - a MSM e a Tarjab, que concluíram os empreendimentos no prazo. Já no lote da OAS, três empreendimentos nunca ficaram prontos. Localizados em diferentes bairros de São Paulo, eles hoje se encontram abandonados.

(...) É uma situação bem diferente da do ex-presidente Lula e seu hoje famoso tríplex do Guarujá, caprichosamente reformado e mobiliado pela empreiteira investigada na Lava-Jato.

A Bancoop foi criada em 1996 com a promessa de oferecer a seus associados imóveis a um custo 40% menor que o do mercado. Em sua maior parte, os cooperados eram filiados ou parentes de filiados ao Sindicato dos Bancários, por sua vez, ligado ao PT. Em 2006, a Bancoop fechou, deixando um rastro de prédios inacabados e centenas de famílias na ruína. Em 2010, ao varrer os subterrâneos da entidade, o Ministério Público descobriu o que a levara a quebrar. As investigações da contabilidade da cooperativa revelaram práticas estarrecedoras. Extratos bancários indicavam volumes milionários de saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop a si mesma ou ao seu banco.

Outros cheques mostravam de forma mais clara os seus destinatários: dirigentes da cooperativa, os cofres do diretório nacional do PT e até um ex-segurança do então presidente Lula, Freud Godoy, já conhecido por seu envolvimento no "escândalo dos aloprados" (e também feliz proprietário de um apartamento no mesmo prédio em que Lula NÃO TEM um tríplex – nota do blogueiro). A conclusão do MP à época foi que dirigentes da entidade, além de encher os próprios bolsos, haviam usado o dinheiro dos cooperados para financiar campanhas eleitorais de candidatos do PT, repassando valores para empresas de fachada que faziam "doações oficiais" aos seus comitês eleitorais.



Entre os diretores da Bancoop denunciados pelo MP à Justiça estava João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do PT, agora réu no processo do petrolão e preso desde abril, responde no caso da cooperativa por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Afirma o promotor José Carlos Blat, responsável pela investigação: "A Bancoop foi o embrião dos grandes esquemas criminosos que vieram em seguida, como o mensalão e o petrolão". 

(Esta é uma das matérias principais da Veja desta semana, cuja capa é reproduzida acima)

Lula não é mais viável como candidato, diz consultoria internacional

A Lava Jato já fez um estrago muito maior, na imagem de Lula, do que o mensalão – e, em função disso, o líder petista “não representa mais um candidato viável para 2018”, segundo paper do Eurasia Group, com sede em Washington, que circulava ontem pelos mercados internacionais.

A consultoria, das mais respeitadas do mundo, mostra que em agosto de 2005, no início do mensalão, 49% consideravam o ex-presidente um político honesto. “Agora, esse número caiu para 25%”, observa.

O estudo destaca, ainda, que as dificuldades legais de Lula “representam um sério e imediato desafio para o governo Dilma”. E argumenta a seguir que “as chances de o PT se manter no governo (na próxima eleição) são extraordinariamente baixas”. (Sonia Racy – Estadão)


MP autoriza que Lula seja investigado pela Zelotes

A Procuradoria da República no Distrito Federal deu nesta sexta-feira parecer favorável ao prosseguimento do inquérito 1621 da Operação Zelotes, aberto pela Polícia Federal para investigar se o ex-presidente Lula, ex-ministros do governo petista e servidores de alto escalão se associaram a uma quadrilha de lobistas acusada de pagar propina para obter incentivos ficais a montadoras, por meio de medidas provisórias.

O parecer é assinado pelo procurador da República Marcelo Ribeiro. Ele sustenta no documento que o inquérito em curso não tem por objetivo apurar os mesmos fatos e pessoas envolvidas no inquérito 1424, que deu origem à primeira ação penal decorrente da Zelotes, em curso na 10ª Vara Federal, em Brasília.


A manifestação foi solicitada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, depois que advogados dos dezesseis réus da ação penal pediram o trancamento do inquérito, alegando duplicidade de investigação, o que prejudicaria a defesa. (Veja)


O Triplo X, o tríplex, a Bancoop e a OAS

Luiza Santelli Mestieri Duckworth
O Estado de S. Paulo
  
E notório o sorriso no rosto dos “cooperados”, vendo o suposto tríplex da família Lula, no Solaris — obra inicialmente da Bancoop que foi cedida para a OAS — ser motivo de investigação.

Ora, é fácil entender os sorrisos. Todos os cooperados que tiveram os empreendimentos cedidos para a OAS foram objeto de coação para pagar novos valores — ou pagavam ou seriam desligados da Bancoop e a OAS ficaria com o imóvel . Não foi um ou outro “cooperado”, mas milhares de famílias expostas a um verdadeiro terrorismo. E essas famílias não tiveram tempo algum para acompanhar reformas , ver obras e só depois decidir. E muitas delas já haviam quitado suas unidades há vários anos com a Bancoop.

As cessões de diversos empreendimentos da Bancoop para OAS foram orquestradas por João Vaccari Neto, presidente da Cooperativa. Eram feitas assembleias onde os cooperados que haviam quitado seus imóveis há três, quatro ou até cinco anos antes da cessão para a empreiteira eram barrados por seguranças e chamados de inadimplentes, na porta das reuniões e por cartas enviadas pelo presidente da cooperativa.

As famílias foram e são humilhadas até hoje. Muitas entraram na Justiça contra a Bancoop/OAS para terem o direito de obter a escritura dos apartamentos que já pagaram, outras para conseguirem receber as unidades prometidas, enfim, para que seus direitos sejam reconhecidos.

Os cooperados estão afoitos em ver a resposta dos investigados na cobertura do Solaris. Afinal, por que a família Lula teve tempo de acompanhar reforma, fazer elevador privativo, sem ser motivo de qualquer ação da OAS/Bancoop?


Os cooperados, via de regra, tinham uma única opção: após a cessão para a OAS tinham um prazo em torno de 30 dias para demitirem-se da Bancoop e assinarem novo contrato com a empreiteira, do contrário, perderiam o imóvel e receberiam o que pagaram com desconto de 15%, mas só após 12 meses e em 36 parcelas. Daí, a pergunta: por que a família Lula não teve esse mesmo tratamento? A resposta só os envolvidos podem dar ao Ministério Publico.

Compra de sítio foi lavrada em escritório do compadre de Lula

A compra do sítio usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia (SP) foi formalizada no escritório do advogado e empresário Roberto Teixeira, compadre do petista, no bairro dos Jardins, em São Paulo. O imóvel custou R$ 1,5 milhão, em outubro de 2010, dos quais R$ 100 mil (R$ 143 mil em valores atuais) foram pagos em dinheiro em espécie.

As informações constam das escrituras de compra e venda das duas áreas que compõem o imóvel de 173 mil m², investigado pela Operação Lava Jato sob suspeita de ter sido reformado a mando de empreiteiras que tiveram ex-executivos condenados na Justiça por envolvimento no esquema de desvios e de propinas da Petrobrás.

Segundo o documento, Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar, amigo de Lula, pagou R$ 500 mil por uma parte do sítio e Jonas Suassuna, primo do ex-senador Ney Suassuna, arcou com R$ 1 milhão. Ambos são sócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula.

Dos R$ 500 mil pagos por Bittar, R$ 100 mil foram “recebidos em boa e corrente moeda nacional”. O restante foi pago em dois cheques do Banco do Brasil. O negócio foi formalizado no dia 29 de outubro de 2010, dois dias antes da eleição da presidente Dilma Rousseff, no 19.º andar de um prédio de escritórios na Rua Padre João Manoel, nos Jardins. O endereço é o do escritório de Teixeira.


Texeira é amigo de Lula desde os anos 1980 e padrinho de Luís Cláudio, caçula de Lula. Durante anos o ex-presidente morou em uma casa pertencente ao empresário em São Bernardo. Teixeira também intermediou a compra da cobertura duplex onde Lula mora atualmente em São Bernardo do Campo e é proprietário do apartamento onde vive Luís Cláudio. (Estadão)

Lula é aconselhado a admitir que reforma em sítio foi "presente"

Atingido pela maior crise desde que deixou a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva está sendo aconselhado por aliados e integrantes do governo Dilma Rousseff a adotar oficialmente a tese de que "recebeu de presente" a reforma feita no sítio que frequenta em Atibaia (SP).

Essa linha de defesa ainda divide opiniões dentro do próprio PT e no entorno dele. Primeiro, há o temor de que as bases do partido não recebam bem esse discurso, que foge à tese de que a cúpula petista age em favor da legenda, não em benefício próprio.

O segundo empecilho está no fato de a Odebrecht já ter avisado que não assumirá publicamente que custeou a reforma. A decisão foi tomada internamente pela empreiteira e comunicada a pessoas próximas a Lula. (Folha de S.Paulo)


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Quem, afinal, era o candidato dos banqueiros?

No estelionato eleitoral que praticou, ao mentir descaradamente para se reeleger – além de quebrar o país -, Dilma Rousseff acusou seus dois principais oponentes, Aécio Neves e Marina Silva, de serem os “candidatos dos banqueiros”.

Marina, por ter entre os coordenadores de sua campanha Neca Setúbal, sócia do Itaú. E Aécio, por pregar a independência do Banco Central – crime de lesa-pátria, portanto, pois embutia o desejo de “plantar inflação para colher juros”.

E eis que, depois da negativa do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, Dilma nomeou, para iniciar seu segundo mandato desastroso, Joaquim Levy, diretor do mesmo banco e indicado por seu chefe, para comandar o Ministério da Fazenda.

E no país que, segundo a propaganda petralha, “pratica as menores taxas de juros do mundo”, os bancos, na contramão dos demais setores da economia, têm lucro recorde em 2015, o ano do descalabro.


Quem, afinal, era o candidato dos banqueiros?

Para presidente do PT, investigar Lula é coisa de "canalhas"


O PT fará uma homenagem a Lula no dia 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro, durante a celebração pelo aniversário do partido. "Não será um desagravo”, explicou o presidente do partido, Rui Falcão, “porque não acreditamos que presidente Lula esteja agravado por esses canalhas que operam contra ele".

Ou seja, promotores públicos, policiais federais e o juiz Sérgio Moro, que autorizou a abertura de investigação do edifício Solaris, no Guarujá, onde Lula “não tem” um tríplex, são “canalhas”!.

Pois são eles que “operam contra o Lula” por investigarem atividades e propriedades mais que suspeitas atribuídas ao ex-presidente. A imprensa e a oposição nada mais fazem do que cumprir seu papel: a primeira, informar; a segunda mobilizar-se pela investigação dos fatos atribuídos ao ex-presidente.

Falcão verbaliza o sentimento dos petistas, que julgam que Lula, por ter promovido “a maior ascensão social e econômica da nossa história”, o que é balela, é inimputável. Todo pecado que eventualmente tenha cometido (e é lógico que, para os petistas, não cometeu nenhum) fica automaticamente perdoado por sua ação (“como nunca antes na história deste país”) pelos pobres.

Afinal, como a promotoria, a polícia e a Justiça podem duvidar da “viva alma mais honesta” deste país?

CPMF é “boi de piranha” que oculta aumento de impostos

Claudio Humberto
Diário do Poder

A presidente Dilma faz da CPMF um “boi de piranha”: enquanto a oposição esbraveja contra a recriação do imposto do cheque, o governo aumenta sem alarde outros tributos. Aumentou o Imposto de Renda para pessoas físicas, dobrou o IOF para 3%, aumentou o PIS/Cofins sobre gasolina (R$ 0,22 por litro) e importados (9,2% para 11,7%) e decidiu reintroduzir a Cide, o “imposto do combustível”, na mais elevada carga tributária de um país não europeu: a brasileira.
  
 
AINDA TEM TARIFAÇOS
Dilma aumentou impostos, deixou caducar isenções e promoveu tarifaços como o da energia elétrica, que aumentou mais de 50%.
  
CPMF É IMBATÍVEL
Aumentando impostos e contribuições, o governo terá receita adicional de R$ 30 bilhões/ano. A receita da CPMF seria de R$ 80 bilhões anuais
  
CORTE IRRELEVANTE

O corte de despesas promovido por Dilma com pompa, foi irrelevante para o equilíbrio das contas públicas: apenas R$ 200 milhões.

O discurso vazio de Dilma

O Estado de S.Paulo

Sua simples presença na abertura da sessão legislativa do Congresso Nacional dá a medida do desespero de Dilma Rousseff diante da enorme encrenca em que ela própria colocou o País. Mas nem o “gesto de humildade” destacado pelo ministro Jaques Wagner nem a “excepcionalidade do momento” apontada pela própria presidente foram suficientes para mudar o comportamento de Dilma. Predominou no discurso vazio a irremediável incompetência que mantém a criatura de Lula longe de ideias novas capazes de tirar a política e a economia do impasse. De fazer, enfim, aquilo para o que foi eleita: governar o País.

Como se estivesse num palanque, a presidente da República não pronunciou nem sequer uma palavra que sugerisse autocrítica diante do desastre que protagonizou e se limitou a desfiar velhas promessas não cumpridas e a apresentar as mesmíssimas ideias que o governo vem apresentando sem que lhe ocorra transformá-las em projetos e em realidades, como a reedição da famigerada CPMF – que lhe valeram repetidas vaias.

Satisfeita com as aparências de poder proporcionadas pela liturgia do cargo que ocupa, 

Dilma continuará cumprindo uma agenda de eventos que lhe garantam visibilidade e a distraiam da angústia de ser a mais impopular presidente da história da República, ameaçada de ter o mandato cassado. Mas nenhum truque de marketing a fará recuperar a credibilidade – e esta é a questão essencial – que jogou no lixo com as mentiras da campanha da reeleição e com a enorme incompetência que se esmerou em demonstrar no tempo em que está no Planalto.